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Criança Feliz, Quebrou o Nariz
Não tem como não lembrar com saudades do tempo em que brincar ou não perder a hora do desenho eram nossa principal preocupação, quando a escola era sinônimo de diversão ao invés de provas, chefe só existia no vídeo-game e as professoras eram legais e não ”executoras” como algumas que tive.
A primeira peripécia que me recordo foi com 3 anos quando comi um enfeite da árvore de natal! Contam que eu cheguei perto da árvore onde reluzia na minha frente uma bola vermelha, parei bem na frente, falei “Maçã”, peguei o enfeite e mordi. Naquele tempo o plástico não era tão usado como hoje e os enfeites eram feitos em vidro, meus pais e meu avô quase tiveram um ataque (esse trecho eu lembro de algumas cenas) quando me viram com parte da bola na mão e cuspindo vidro esmigalhado. Aquela história de que crianças possuem uma proteção inexplicável é verdade, pois eu não tive nehum machucado na boca e até o médico falou que foi muita sorte eu não ter engolido.
Lembro também que em casa sempre tivemos aquários dos mais variados tamanhos, desde pequenos onde morava só um beta, passando por medianos até gigantes de quase 100 litros com centenas de peixes dentro. Certa vez minha mãe me perguntou o que eu estava fazendo com o braço inteiro molhado e um peixe na mão, na inocência de uma criança respondi que o peixinho precisava respirar um pouco e eu estva ajudando. Ela começou a rir e me explicou porque eles não respiravam igual a gente. Até hoje tenho a dúvida sobre como o Aquaman se livra do sal que engole enquanto nada, mas isso fica pra outra teoria.

Ah, a escola, o local onde vamos aprender várias coisas, fazer amigos e criar inimigos. Como era divertido a escola nessa época desenhando, brincando, correndo, jogando bola sem saber que anos depois começariam provas, professores chatos e amigos que um dia viriam a ser minha nêmesis.
Estudei na mesma escola por 12 anos com boa parte da turma da pré-escola junta até o 3º colegial, onde fizemos as maiores peripécias que um estudante poderia fazer. Desde ter as ”colas” mais absurdas e não ser pego, literalmente colar um colega com super-bonder na carteira, corrigir um professor e ser proibido de assistir aula por isso, conseguir fugir da aula para jogar bola com outra classe, amarrar os mais novos nos pilares do pátio, ter uma história mais comentada entre alunos e professores que a novela das 8 e matar aula no final do 3º ano pois já estávamos praticamente formados e queríamos comemorar.
Sinto saudades dessa turma que sempre foi unida nos bons e maus momentos de seus componentes. Apesar de todas as coisas que aprontava na escola, nunca fui reprovado, suspenso ou tive meus pais chamados por desordem.

Hoje tenho uma filhinha de 1 ano e meio e uma das minhas preocupações é ensiná-la que tudo na vida deve ser encarado com diversão para que até mesmo a coisa mais chata se torne agradável , mas sem deixar de se dedicar e ser responsável principalmente com estudos. Hoje ela já faz arte e tenho certeza que fará parte da turma que gosta de aprontar, mas também estou certo que irá se divertir e lembrar dessa época para sempre.
Sei que o dia das crianças foi domingo, mas no final de semana estava curtindo com a minha e ontem estava completamente enrolado o trabalho e nao consegui nem ver meus emails.



















