Vamos começar do começo…
A idéia do post sobre o Orkut nasceu de uma conversa na blogzona sobre inclusão digital e como era utilizada de modo errado por muitas pessoas. Discutíamos sobre o pessoal ficar fazendo coisas completamente inúteis e idiotas ao invés de aproveitar o acesso a muitos livros, textos e programas interessantes.
Em dado momento perguntei sobre comunidades com nomes e conteúdo idiotas e me passaram o link do Gordonerd, que eu nunca tinha visitado, com a lista de comunidades.
Simplesmente pensei que ele já havia postado algo assim, não que ele tinha feito seu nome com essas comunidades. Pois bem, ao invés dele vir conversar como qualquer pessoa normal faria, ele resolveu escrever um post (que não me dei nem ao trabalho de ler) como se fosse o dono de toda a verdade.
Não sou racista, preconceituoso, maluco ou as outras coisas que me xingaram nos comentários, só penso que a inclusão digital de nada serve se as pessoas continuaram com atitudes assim:
Ou como essa matéria que encontrei no blog Brasil Contra a Pedofilia:
“Três jovens do bairro Tijucal foram detidos acusados de incitação ao crime através da internet. Usando o site de relacionamento Orkut, os jovens colocaram fotos segurando revólver ou apontando as armas para a cabeça de algumas pessoas. Numa das fotos havia a frase – “do jeito que os PMs vier (sic) eles voltam”. Ontem de manhã, a página já tinha sido tirado do ar.
Entre os três está um adolescente de 17 anos e dois jovens, T. S. S., de 20 anos e J. A. A., de 18, sendo este último, detido por ameaça e injúria contra um PM. A prisão ocorreu entre anteontem à noite e a madrugada de ontem.
A prisão foi feita por policiais militares do serviço de inteligência do 9º Batalhão. Segundo o comandante do batalhão, major Antônio Mário Ibanez, há cerca de dois meses os policiais investigavam uma denúncia de que no Orkut havia fotos de jovens armados com frases ofensivas contra os policiais.
Ao acessar o site, os policiais se depararam com várias fotos que caracterizavam a incitação ao crime. Além do próprio adolescente, havia fotos envolvendo várias pessoas. Desse total, apenas mais um foi encontrado. Os policiais tentam localizar mais dois. Com a página fora do ar, a polícia acredita que poderão não localizá-lo mais.”
Será que as pessoas que me xingaram nos comentários acham que isso é “diversão” ou concordam com esse texto do portal IBICT – Inclusão Digital, onde explicam bem a idéia de que não adianta só colocar um pc na frente das pessoas, é preciso ensiná-las como tirar seu melhor.
“Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Como fazer isso? Não apenas ensinando o bê-á-bá do informatiquês, mas mostrando como ela pode ganhar dinheiro e melhorar de vida com ajuda daquele monstrengo de bits e bytes que de vez em quando trava.
O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que incluir digitalmente é colocar computadores na frente das pessoas e apenas ensiná-las a usar Windows e pacotes de escritório. A analogia errônea tende a irritar os especialistas e ajuda a propagar cenários surreais da chamada inclusão digital, como é o caso de comunidades ou escolas que recebem computadores novinhos em folha, mas que nunca são utilizados porque não há telefone para conectar à internet ou porque faltam professores qualificados para repassar o conhecimento necessário.
Somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê-lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital. É preciso ensiná-las a utilizá-lo em benefício próprio e coletivo. Induzir a inclusão social a partir da digital ainda é um cenário pouco estudado no Brasil, mas tem à frente os bons resultados obtidos pelo CDI no País, cujas ações são reconhecidas e elogiadas mundialmente. Inclusive, por vários estudiosos consultados pela reportagem, que costumam classificar as ações do Comitê como exemplo em palestras mundo afora.”
Para ler o texto completo, clique aqui.
Enfim, minha idéia nunca foi de atacar quer gosta ou não do Orkut, mas sim mostrar que as pessoas precisam antes de tudo de uma inclusão social juntamente com a digital para que possam tirar proveito disso. Assim quem sabe coisas como essas acima passem a ser realmente vistas como crimes ao invés de “moda digital”.