Campus Party – A chegada.
Cheguei aqui na Campus Party por volta das 08:00 e já tinha uma certa fila para o credenciamento, e eu acreditei na “recepcionista” e fiquei por 45 minutos sem precisar pois meu cartão de identificação já estava pronto e em uma mesa SEM FILAS!
Sem problemas, próximo passo credenciar o notebook certo? Comecei uma busca pelos responsáveis e para cada pessoa de apoio que eu perguntava, eles me mandavam para o outro lado do pavilhão. Até que encontrei a mesa no meio do evento junto aos roteadores de 10 gigas que fornecem o acesso a toda a feira.
Como minha primeira palestra era somente as 11:00, resolvi testar a velocidade de download e me surpreendi com os quase 800KB/s obtido. Como eu queria que a Telefônica prestasse um serviço assim para todos os assinantes e não só para uma feira onde ela é a principal patrocinadora.
Depois de fazer um pouco de inveja para quem não veio mandar as primeiras mensagens no twitter e me acostumar com o local, resolvi conhecer a área aberta aos visitantes. Mas devo dizer que fiquei meio desapontado com a quantidade de empresas que vieram expor as tecnologias para quem não é “campuseiro”, porém as poucas que estão aqui trouxeram coisas bem interessantes como o futebol de robôs e o Brain Ball.
Esse último realmente me espantou com a tecnologia envolvida, pois consistem em mover uma bola com o “poder da mente”, mas calma que não é um novo jogo destinado a mutantes ou coisas do gênero. Nele os jogadores sentam e colocam uma espécie de bandana para que a atividade mental possa ser monitorada. Mas o que conta para mover a bolinha são as ondas alfa, então é preciso que fique o mais tranquilo e relaxado possível para que ela se afaste de você. O difícil é manter a tranquilidade quando está perdendo o jogo.
Existe uma escada do lado de fora que proporciona uma visão geral da arena mas a quantidade de pessoas e computadores chega a assustar qualquer um. Apesar de parecer uma completa bagunça, as áreas são bem divididas mas de forma a se completarem. Outro ponto interessante dessa bagunça é a prova que os participantes são mais do que simples fanáticos por computadores, pois um dos principais motivos é se divertir com pessoas que compartilham os mesmos interesses.

AS PALESTRAS
As oficinas, painéis e palestras estão muito interessantes, mas um dos grandes problemas é o som que ecoa pelo pavilhão e acaba invadindo o espaço das outras fazendo com que fique complicado de ouvir mesmo a 2 metros do palco. Então o negócio é ficar bem na frente dos palcos.
Mas logo depois do almoço teve uma palestra muito legal com Hugh Macleod no palco proincipal, onde ele provou para todos que o importante são as pessoas nao invés dos aparelhos e que o maior motivador das humano é realmente o compartilhamento de informações e o quanto isso nos aproxima uns dos outros. Usando como exemplo o Iphone, ele perguntou quem possuia um e era apaixonado pelo gadget, em sequencia explicou que o fascinio pelo aparelho é a possibilidade de integração social que ele proporciona. Tirar uma foto e enviar para alguém, mandar uma mensagem para o twitter, ter conexão direta e poder trocar aplicativos entre os amigos é o que fez ele se tornar essa febre que é. Essa interatividade que ele proporciona entre as pessoas é seu diferencial, se não fosse isso seria só mais um celular como outros milhares de smartphones que existem.
