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Lá e Cá Em Terras Internacionais

Semana passada fomos jantar na Argentina, mas minha máquina tinha acabado a bateria e não consegui fazer muitas fotos da cidade em si, mas prometo que volto para fotografar umas coisas muito estranhas que vi por lá. Por falar em Argentina, lembrei que um dos lugares legais na fronteira é o Duty Free Shop. Nele é possível encontrar várias coisas legais com o mesmo preço do Paraguai e sem o caos generalizado que irei comentar logo mais.
Para entrar é preciso somente apresentar o RG original, inclusive para crianças, nossa carteira de motorista não é aceita como meio de identificação e parece que eles adoram falar ”en TU país”. Eu sei que é estranho e ridículo, mas lembrem que estamos falando de argentinos e que eles acham que são melhores que qualquer um, mas o engraçado é que nas cidades que fazem fronteira com o Brasil eles preferem o pagamento em Real porque o Peso custa R$0,70.
Um exemplo da superioridade hermana foi quando resolvemos jantar do outro lado da fronteira e perguntamos se tinha chopp ou só cerveja. Qualquer pessoa normal sabe a diferença, mas recebemos como resposta que tinham chopp de garrafa de 1 litro e de 550ml(?). Dada a seriedade da atendente, achamos melhor não confundi-la com a diferença e pedir 1 litro.
Quem diz que a 25 de Março em São Paulo é o pior lugar do planeta para fazer compras não conhece Ciudad del Este no Paraguai. Apesar de ser a responsável por metade do PIB paraguaio e a atual 3º maior zona de comércio franca do mundo, perdendo para Miami e Hong Kong somente é infernal e muito desorganizada.
A coisa lá é tão feia que começa a aparecer logo na famosa Ponte da Amizade que liga as duas nações, enquanto estamos do lado brasileiro vemos grades cheia de buracos e remendos, que tentam impedir os famosos muambeiros de jogareem no rio as mercadorias para fugir da fiscalização. Quando chegamos do lado paraguaio as grades acabam e começa a bagunça, tanto que não fui maluco de tirar fotos por lá e correr o risco de ter minha câmera roubada. Acredito que os assaltos sejam frequentes, já que todos os seguranças das lojas usam escopetas estilo Exterminador do Futuro.
Como se isso não fosse estranho o suficiente, pense em ruas completamente lotadas, shoppings imensos cheios de gente(extremamente cheios), lojas amontoadas, o portunhol como língua oficial, o dólar é a moeda corrente e o câmbio variando de vendedor para vendedor, estacionamentos que na verdade são terrenos baldios cheios de lama, um calor infernal e poucos lugares tendo ar-c0ndicionado. Parece muito horrível, certo? Sim, é péssimo!
O único modo desse lugar se tornar suportável é o dólar valer no máximo R$1,50. Caso ultrapasse esse valor, a melhor coisa é comprar no Brasil e ter a opção de parcelar o valor.

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