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Muito Dinheiro e Pouco Cérebro

Com o trânsito piorando, a crise financeira sem dar trégua e a violência tomando conta do planeta, acredito que o melhor negócio hoje é fazer igual o russo Romam Abramovich, dono do Chelsea, e comprar um pedaço da Lua antes que acabe.
De acordo com o Space Settlement Institute, órgão responsável pela regulamentação de atividades(?) na Lua, qualquer pessoa pode adquirir propriedades em outros planetas ou satélites, só não entendi a vantagem.

É uma ótima pedida para quem tem muito dinheiro e não sabe o que fazer com ele. Afinal o câncer já tem cura, a fome no mundo acabou, crianças não morrem mais na África e até os animais estão a salvos da extinção, certo? Talvez em uma realidade paralela isso seja verdade, mas aqui é bem o oposto.
Sei que o dinheiro é dele para fazer o que bem entender, mas não posso acreditar que comprar um terreno na lua seja mais importante do que ajudar crianças a não morrer de fome ou financiar uma pesquisa para curar uma doença que cresce 5% ao ano.

Normalmente artistas, empresários e organizações fazem doações e leilões para enviar o dinheiro a quem precisa , mas só quando ocorrem crises como o tsunami na Ásia ou as chuvas em Santa Catarina. Depois que tudo volta ao normal, será que lembra das pessoas perto que também pedem ajuda?
Depois que postei essa campanha ontem, fiquei pensando se as pessoas que se mobilizaram por SC ajudam as crianças que vivem na mesma situação diariamente. Elas também estão sem roupas, comida, água e moradia, não estão?

Não posso fazer tanto quando gostaria, mas ajudar as crianças é mais nobre do que usar celulares cravejados de diamantes, voar em um ônibus espacial ou adquirir terrenos que nunca poderá chegar perto.

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